A Missa dos doentes, na Igreja paroquial de São José, é o primeiro grande momento da festa do Senhor Santo Cristo, sublinhando o valor da fragilidade na gramática cristã

A cidade de Ponta Delgada acolheu hoje a Missa dos Doentes, a primeira celebração das Festas do Senhor Santo Cristo, presidida pelo bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, e marcada por um forte apelo ao amor vivido no quotidiano.
Inspirado no mandamento “amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”, o bispo de Angra centrou a sua homilia no apelo à construção de relações humanas assentes na amizade e no cuidado mútuo.
Recordando o sofrimento humano à luz da fé, afirmou: “Sei o que são as feridas e a cruz… não há maior amor”, expressando o desejo de que esta verdade possa ser vivida nas relações humanas.
“Quem dera pudéssemos dizer isto uns aos outros”, enfatizou.
Num tom de proximidade, o bispo apelou também à gratidão: “Sermos por amor agradecidos a quem nos cuida e trabalha por nossa causa… sermos agradecidos de todas as formas”, destacando o papel essencial das famílias: “É na família que aprendemos o que é a cultura do amor”.
A partir desta ideia, D. Armando Esteves Domingues alertou ainda para a realidade da solidão, lembrando que muitos idosos vivem isolados, e apelou a uma maior proximidade nas famílias, lugar onde se aprende a verdadeira cultura do amor.
A celebração ficou igualmente marcada por um apelo à oração pelo Papa, assinalando o primeiro ano do pontificado de Leão XIV, e pela construção da paz, lembrando que esta é um desejo profundo de Deus e uma missão confiada a todos os cristãos.
Num momento de especial significado, foi administrado o sacramento da Santa Unção aos doentes presentes, vindos de diversas ilhas do arquipélago, num gesto de conforto espiritual e comunhão. No final da celebração, os participantes dirigiram-se ao santuário para uma visita ao Senhor Santo Cristo dos Milagres.
Esta noite a festa começa com a abertura das luzes e o desfile da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada que esta manhã ofereceram o tradicional cesto de flores, com 147 rosas, tantas quanto os anos que a associação tem.







