Capa oferecida por Gilda da Silva volta a cobrir a Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres

Capa é colocada na imagem 12 anos depois

Foto: Capa 22

A partir desta sexta-feira, a Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres voltará a apresentar uma das suas capas históricas, oferecida por uma devota emigrante nos Estados Unidos da América.

A capa foi oferecida por Gilda da Silva, em agradecimento por uma graça concedida pelo Senhor Santo Cristo dos Milagres. Confeccionada na Casa de Trabalho de Vila Franca do Campo, foi estreada nas Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres de 12 de maio de 1985. Anos mais tarde, voltou a sair na Imagem durante as Festas de 2014.

As capas que revestem a Imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres constituem uma expressão particularmente significativa da devoção dos seus fiéis. A Imagem apresenta-se sempre coberta, dos ombros para baixo, por uma capa trabalhada, que substitui o arremedo de manto régio colocado sobre Jesus, por escárnio, após a Sua flagelação.

Atualmente, o património do Senhor Santo Cristo dos Milagres é constituído por 44 capas, na sua maioria executadas em veludo ou damasco e ricamente bordadas a ouro em alto-relevo. Estas peças são utilizadas de forma rotativa nas procissões anuais, permitindo que diferentes exemplares deste importante património devocional possam ser apresentados aos fiéis. Muitas das capas constituem ofertas feitas à Imagem em cumprimento de promessas ou em ação de graças por graças recebidas.

Entre este conjunto encontra-se também uma capa do século XVIII, confecionada com brocado proveniente do manto de D. João V. Segundo a tradição, este tecido foi oferecido à Imagem pela rainha, D. Maria Ana, na sequência do desejo manifestado pelo monarca.

A apresentação desta capa insere-se numa iniciativa que teve início no princípio deste ano e que pretende dar a conhecer, ao longo do tempo, o conjunto de capas que fazem parte do património do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Esta iniciativa procura, em particular, chamar a atenção para aquelas que, pela sua utilização menos frequente, são menos conhecidas dos devotos e do público em geral, valorizando a sua história, a sua beleza e, sobretudo, a profunda ligação que cada uma delas mantém com a devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres.

 

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