Padre Nuno Maiato afirma que estes casais são “sinais de esperança”

O Santuário do Senhor Santo Cristo acolheu, na noite de Santo António, a bênção de 11 casais provenientes de várias localidades da ilha de São Miguel, numa celebração marcada pela oração, pela renovação do compromisso matrimonial e pela valorização da família cristã.
A concelebração, no âmbito dos encontros no Convento às sextas-feiras, uma iniciativa conjunta com a Pastoral juvenil, vocacional e do ensino superior e profissional, foi presidida pelo padre Nuno Maiato, que na homilia destacou o significado do Coração de Jesus como modelo para a vida cristã e familiar.
“É nele que descobrimos quem é Deus e diz-nos como o nosso coração também deve ser”, afirmou.
Dirigindo-se especialmente aos casais presentes, o sacerdote recordou as palavras do Papa Leão durante uma vigília em Madrid: “Não tenhais medo do matrimónio nem de construir uma família”.
Num contexto social marcado por dúvidas sobre a fidelidade e pela dificuldade em assumir compromissos duradouros, o padre Nuno Maiato, que é o assistente da equipa responsável pela pastoral vocacional a nível diocesano, sublinhou que os esposos cristãos são chamados a ser testemunhas de esperança.
“Vós sois sinais de esperança e uma alegria para a Igreja”, afirmou.
O celebrante recordou ainda que o matrimónio é um verdadeiro chamamento de Deus e desafiou os casais a aprofundarem o conhecimento da vida dos santos.
“Se eles foram capazes, também nós podemos ser”, referiu, incentivando os presentes a encontrarem na santidade exemplos concretos para a vida quotidiana.
Ao refletir sobre os desafios da vida familiar, o sacerdote destacou que os verdadeiros vencedores são aqueles que constroem a sua vida a partir da entrega, da doação, da humildade e até do sofrimento.
“Sede humanos. Não vivais de aparência, mas de verdade. Ter um coração capaz de compaixão faz com que nos possamos aproximar do outro”, apelou.
“Estas bênçãos são uma espécie de miradouros no caminho da vossa vida, pois permitem ver o caminho que já foi feito, o caminho que vem à frente, e permitem também deixar-se contemplar pela beleza da presença de Jesus neste caminho”, acrescentou ainda.
No final da celebração foram também benzidos os tradicionais pães de Santo António, pelo padre João da Ponte, assistente da equipa diocesana da Pastoral juvenil. Os pães de Santo António, feitos pelas irmãs do Convento, são uma tradição antiga. Reza a história que Santo António levava do convento pão e dava aos pobres e aos doentes que por sua vez alegavam ficar curados ao comê-los. Assim, surgiu a tradição de abençoar os pães e distribuí-los ao povo. Após a bênção, os pães foram partilhados pelos participantes na Eucaristia, num gesto de fraternidade e comunhão.
Santo António, celebrado pela Igreja a 13 de junho, nasceu em Lisboa no final do século XII e destacou-se como sacerdote franciscano, pregador e profundo conhecedor das Escrituras. Conhecido popularmente como o santo casamenteiro, é um dos santos mais venerados da tradição católica, sendo também reconhecido pela sua dedicação aos mais pobres e pela sua incansável missão de anunciar o Evangelho. A memória deste doutor da Igreja continua a inspirar os fiéis a viverem o amor, a generosidade e a confiança em Deus.







